Rodada #1

Ora cá estamos para a primeira edição da Rodada!

Como disse num post anterior, estes artigos são um resumo de tudo o que de mais interessante me passou pelas mãos/olhos durante os últimos tempos.

Eu sei que muito provavelmente todos nós passamos mais tempo do que devíamos a saltitar de página em página pela web, mergulhando nas entranhas do monstro da desinformação e do clickbait, mas ainda assim há bons conteúdos a circular na Internet.

Semanalmente vou partilhar aqui todo o tipo de conteúdo que tenha visto/usado e que tenha gostado:

  • Artigos
  • Vídeos
  • Páginas
  • Ferramentas
  • Apps
  • Blogs
  • Livros
  • Eventos

Aqui ficam alguns dos que para mim merecem destaque esta semana:

 

Artigos

Hierarchy of Financial Needs (and the Meaning of Life)  madfientist.com 

O Mad Fientist é um Blog(ger) bastante conhecido na área das Finanças Pessoais e da comunidade FIRE (Financial Independence Retire Early).

Não é um blog que eu siga religiosamente, mas gosto bastante da maioria dos seus artigos.

Adaptando a famosa Hierarquia das Necessidades de Maslow ao contexto das finanças pessoais, o Mad Fientist apresenta-nos a sua Hierarquia das Necessidades Financeiras.

piramide das necessidades financeiras
Foto: www.madfientist.com

Este conceito mexeu muito comigo por nos relembrar a todos que não devemos julgar alguém sem antes compreender a sua situação particular.

Por vezes torna-se fácil de se esquecer as etapas base da pirâmide à medida que vamos subindo na hierarquia, mas devemos ter sempre presente a noção clara de que a nossa sobrevivência e conforto básico sobrepõe-se instintivamente a qualquer plano de poupança ou investimento.

Não faz qualquer sentido metermos 20% do nosso rendimento num Fundo de Pensões e não termos “pão na mesa”.

Levantar dinheiro através de um cartão de crédito é financeiramente estúpido…

…mas não ter outra forma de pagar a renda que já está 2 meses atrasada é ainda mais doloroso.

Muitas vezes a vida não nos permite fazer as melhores escolhas, mesmo quando estamos cientes delas.

Resta-nos controlar o que é controlável e planear o melhor possível para minimizar essas situações.

A longo termo também se tornará cada vez mais claro que a importância que damos ao dinheiro e aos bens materiais está realmente sobrevalorizada.

Curiosidades

This 100-Year-Old To-Do List Hack Still Works Like a Charm – Fast Company

A produtividade é para mim uma prioridade constante, pois é algo em que sempre tive dificuldades.

Ao longo dos anos fui adoptando novas técnicas e adaptando outras, e uma delas é a definição e priorização com antecedência das tarefas mais importantes a desempenhar.

Ivy Lee
Ivy Lee | Foto: Harris & Ewing

Esta técnica terá sido desenvolvida por Ivy Lee, um jornalista Americano, considerado o fundador das Relações Públicas da era moderna.

No início do século XX Lee foi contratado por um magnata da indústria para aumentar a produtividade dos seus funcionários.

A proposta de Lee era tão simples que muitos duvidaram da sua mais valia, mas mesmo assim Schwab decidiu implementá-la.

Ao questionar Lee sobre os seus honorários, este respondeu que não cobraria nada.

Mas Lee pediu que Schwab aplicasse a sua proposta durante algum tempo e que depois lhe pagasse o que considerasse justo.

Passados 3 meses, Schwab enviou um cheque a Lee de $25,000, qualquer coisa como $400,000 nos dias de hoje!

A definição clara de tarefas e a sua ordem de importância foram um dos passos mais importantes para o aumento da minha produtividade.

Não deixa de ser surpreendente que esta seja uma técnica centenária!

Vê a história mais detalhada no link acima.

Vídeos

Life is NOT a Journey – Alan Watts After School

Alan Watts foi um filósofo, escritor e orador Inglês que viveu no século XX.

Watts foi o principal transmissor das filosofias orientais no Ocidente.

Alan-Watts
Foto: By Alan Watts Foundation

As suas capacidades oratórias eram realmente fascinantes, e felizmente há um grande número de registos que podemos facilmente consultar no youtube.

Este vídeo é uma animação baseada num discurso de Watts que exemplifica brilhantemente a falácia que a maioria de nós vivemos ao longo das nossas vidas, trabalhando cegamente para chegar a um qualquer destino figurativo sem disfrutar devidamente da viagem.

Esta é uma pequena amostra do trabalho de Watts, tenho vindo a escutar e ler bastantes coisas dele e acho-o verdadeiramente brilhante.

A animação é da responsabilidade do canal After School.

Este canal tem imensas animações do género, vale bem a pena passar algum tempo a ver alguns dos seus vídeos.

Apps

Todoist – Gestor de Tarefas e Projectos

Já experimentei vários gestores de tarefas, e até já criei os meus!

Uso com regularidade o Calendário Google e o Evernote, ferramentas que continuam aliás a estar no meu top de favoritos.

Mas o Todoist está a conquistar-me a cada dia que passa!

Tem tudo o que um gestor de tarefas é suposto ter, mas o interface é tão simples e prático que tudo flui com muito maior facilidade do que qualquer outra ferramenta do género que já tenha experimentado.

Tem versões para todas as plataformas e dispositivos (desktop, smartphone, web, browsers, etc.) e a sincronização é instantânea, desde que ligado à Internet, claro.

Esta é uma grande mais valia porque nos permite usar a aplicação em qualquer lugar.

É sem dúvida a melhor aplicação de gestão que conheço.

Apesar de ter uma versão premium (€31.99 por ano), consigo ter todas as funcionalidades que necessito na versão gratuita, o que a torna ainda mais fantástica!

Recomendo vivamente para quem tem necessidade de planear com rigor os seus dias, como é o meu caso.

 

Citações

“A vida é uma piada. Explicar é estragá-la.”

Alan Watts

 

E esta semana ficámos por aqui.

Espero que gostem destes conteúdos tanto quanto eu, assim como deste formato.

Comentários e sugestões são muito bem-vindos!

Newsletter Rodada!

A Rodada é uma newsletter que envio uma vez por semana com links e alguns comentários meus sobre todo o tipo de conteúdo que vejo online.

Se quiseres receber estas mensagens no teu inbox e seres dos primeiros a ver as minhas recomendações, então indica o teu endereço de email a seguir!

Por favor aguarda um pouco...

Obrigado por te registares na Rodada, tenho a certeza que vais gostar!

Rodada – A Happy Hour do Conhecimento

Sobrecarga de informação: Quando o saber tudo sobre tudo nos leva a não saber nada de nada.

O Excesso de Informação e a Ignorância O excesso de abundância de informação pode fazer do cidadão um ser muito mais ignorante. Eu explico. Acho que as possibilidades tecnológicas para desenvolver a massificação da informação têm sido muito rápidas. No entanto, o cidadão não dispõe dos elementos e da formação adequados para saber escolher e seleccionar, o que leva a que ande perdido nessa selva. Precisamente, nesse desnível é onde se dá a instrumentalização em prejuízo do indivíduo e, portanto, a desinformação.

José Saramago, in ‘La Jornada (2004)’

Até poderá haver, mas não conheço um único tema que não seja possível explorar ao pormenor navegando pela internet!

Nesta era da informação é sabido que virtualmente qualquer pessoa tem acesso a tudo o que quiser saber sobre qualquer tópico que lhe interesse.

Mas essa facilidade de acesso à informação não se traduz necessariamente em qualidade.

Diariamente somos bombardeados com dezenas de artigos, notícias, posts e comentários sobre os mais variados assuntos.

poste com demasiados fios
Demasiadas ligações!

Há uma grande probabilidade de toda essa avalanche informativa se transformar em puro ruído, não acrescentando nada de valor ao nosso intelectual.

Soluções Para a Sobrecarga de Informação

Como este mal me acompanhou ao longo de grande parte da minha vida adulta, a certa altura tive que tomar algumas medidas, e a verdade é que a coisa foi melhorando nos últimos anos, essencialmente por ter começado a aplicar alguns “filtros”.

Para deixar de amontoar informação sobre tudo e mais alguma coisa, comecei a ser mais exigente na qualidade.

Mas como é que sabes se um artigo tem qualidade sem o leres!?

Ainda bem que perguntas, e a verdade é que não sei!

Mas em 99% dos casos não precisas de ler o texto para saberes de tema se trata!

E é precisamente aí que aplico os meus filtros, nos TEMAS.

Por exemplo, como grande parte das pessoas que não vivem debaixo de uma rocha, neste momento tenho interesse em saber mais sobre Bitcoin e criptomoedas em geral, por isso vou lendo e ouvindo tudo o que posso sobre o tema.

Já sobre meditação, por exemplo, não tenho por enquanto grande vontade de (continuar a) experimentar, por isso tudo o que vou encontrando sobre isto simplesmente ignoro, apesar de ser um tema que também está na moda.

Ignorar temas que não considero prioritários ajuda-me a combater a sobrecarga de informação.

A Trivialidade já não é o que Era!

Houve alturas da minha vida em que queria simplesmente saber tudo sobre tudo.

homem com cabeça de livros

Mas na prática acabava por ser um pequeno repositório de sound bites de cultura geral.

megafone

Não me interpretes mal, possuir boa cultura geral é positivo, mas já não é o que era há umas décadas.

Na era pré-internet, ter bons conhecimentos sobre vários assuntos era uma mais valia muito importante, pois essa capacidade de resposta às mais variadas situações podiam fazer enorme diferença.

Mas vivemos numa era onde a resposta a qualquer pergunta está a 3 cliques de distância, será então necessário despender tantos dos nossos recursos para esta vertente?

Valerá a pena saber de trás para a frente as 4 dinastias do Portugal Monárquico?

Precisamos de memorizar as capitais de todos os países do mundo?

Tudo bem que pode dar um ar de pessoa culta e inteligente, mas não haverá um reverso da medalha?

Não estaremos a ignorar outros conhecimentos e a despender largura de banda mental com esse tipo de trivialidades?

Não sou nenhuma Wikipédia ambulante, mas tenho o meu respeitoso arquivo de “factos & curiosidades mais ou menos interessantes”.

Mas a verdade é que trocava de bom grado metade desses “conhecimentos” por saber programar, por exemplo.

Penso que nos dias de hoje as capacidades técnicas são mais importantes que o conhecimento estéril.

Não defendo a estupidificação dos indivíduos, mas sim a orientação dos nossos recursos para as áreas que possam ser mais úteis para o nosso sucesso em certas áreas.

Eis que Surge a Rodada

Toda esta conversa de conhecimentos e de filtros não significa que não continue a consumir imensos conteúdos e fontes de informação (muito provavelmente ainda em demasia!).

Faço-o como forma de ir tomando o pulso ao mundo que me rodeia.

De vez em quando encontro conteúdos realmente interessantes, por isso achei que seria positivo partilhar algum desses conteúdos no RicoPobre!

Decidi então criar uma rubrica, a Rodada!

A Rodada basicamente será a partilha de uma série de links para conteúdos que eu ache merecedores de serem divulgados, e alguns apontamentos meus sobre esses conteúdos.

Será algo mais ligeiro que a generalidade dos posts do RicoPobre, e geralmente com publicação às Sextas-feiras (ou Sábados… ou Domigos!).

Será a minha versão de um Happy Hour para celebrar o fim de semana!

Espero que gostem e adorava saber as vossas opiniões!

Mentores: Como Encontrar e Como Alcançar

Soube desde bastante cedo que um mentor é um poderoso aliado para alcançar o sucesso nas nossas vidas.

Um mentor pode guiar-te pelos melhores caminhos.

Um mentor pode alertar-te para erros a evitar.

Um mentor pode apresentar-te a pessoas importantes para os teus objectivos.

Um mentor pode responder a inúmeras questões que te vão surgindo ao longo do teu percurso.

Resumindo, um mentor reduz a tua curva de aprendizagem duma forma exponencial.

Felizmente nunca tive grandes problemas de humildade e sempre achei que podia chegar mais longe e mais rápido com a ajuda de outros.

Infelizmente nem sempre soube definir correctamente o que é um mentor!

Pensava que ter um mentor significava cair nas boas graças de alguém poderoso.

Passar dias inteiros a trabalhar com ele, a aprender constantemente, a ser verdadeiramente um aluno de um mestre.

Só mais recentemente é que vi que esta minha visão estava errada.

O que é Afinal um Mentor?

Hoje em dia considero que um mentor é simplesmente alguém com mais conhecimentos que eu sobre determinado assunto e que de alguma forma me passa esses conhecimentos.

Hoje sei que para beber da experiência de um mentor não necessito de passar meses ou anos com ele.

Não preciso de me encontrar com ele, de o conhecer pessoalmente, não preciso sequer de falar com ele.

Um mentor pode muito bem ser um livro.

Pode também ser alguém que divulgue os seus conteúdos online.

Hoje em dia tenho mentores que o são simplesmente por me terem respondido a um e-mail.

E é tão simples quanto isso!

Tenho uma dúvida, procuro quem me possa ajudar com essa dúvida e tento contactá-lo na espectativa de que me possa responder.

Apesar de simples, tento seguir algumas regras para ser bem sucedido nas minhas solicitações.

Como Contactar um Potencial Mentor

Como já referi, para mim um mentor é alguém que sabe mais que eu em determinado tema.

Isto significa que na hierarquia de sabedoria desse tema, ele tem uma patente mais elevada que a minha.

É por isso que tenho que ter consciência que existe uma grande probabilidade de o potencial mentor ter uma vida bem mais atarefada que a minha, surgindo daí a minha primeira recomendação:

  • 1 – Não contes com uma resposta!

Os nossos potenciais mentores são-no provavelmente por terem alcançado sucesso em determinada área, e o sucesso obtém-se geralmente trabalhando mais melhor que a generalidade das pessoas, por isso é normal que não tenham disponibilidade para nos ajudar ou até responder.

No seguimento disso vem a segunda recomendação:

  • 2 – Não vejas essa rejeição ou ausência de resposta como uma amostra de carácter

É fácil deixarmo-nos levar pelos sentimentos e pensarmos mal de alguém que não se mostra disponível para nos ajudar, mas temos que perceber que por detrás dessa recusa pode estar um bom motivo.

Estas duas recomendações são importantes para teres o mindset certo para este tipo de situações, encarando qualquer resposta como um bónus e não como algo expectável.

  • 3 – Respeita o seu tempo

Eu percebo, é natural sentirmo-nos excitados por estarmos a falar ou a escrever uma mensagem a alguém que admiramos.

Não queremos desperdiçar essa oportunidade para lhes transmitir tudo o que ele ou ela representa para nós e agradecer por tudo o que já nos ensinaram e o quanto já evoluímos graças a eles e o quanto isto e como aquilo, blá blá blá… e de repente já escrevemos mais de 500 palavras e ainda nem sequer tocamos no assunto que queremos realmente falar!

Obviamente que podemos – e devemos – mostrar o nosso apreço pelo mentor, mas a melhor forma de o fazer é respeitando o seu tempo.

Uma breve introdução onde nos apresentamos e explicamos o porquê de a considerarmos um mentor é suficiente para diferenciar a nossa mensagem.

De seguida devemos explicar a nossa dúvida ou problema e perguntar se ele tem algum conselho que nos possa dar.

Como Conseguir a Atenção e Interesse de um Mentor

Quanto mais assertiva e prática for a nossa questão, melhor.

Que queres dizer com isso?

Por exemplo, não será boa ideia perguntar:

Que negócio devo criar para ganhar 1000 euros adicionais por mês?

Ou então…

Como é que faço para escrever um bestseller??”.

Este género de perguntas, para além de idiotas, são extremamente vagas para que alguém com alguma autoridade no assunto perca o seu tempo a responder, até porque revela desde logo que quem a faz não investiu muito tempo a ponderar sobre o assunto.

Se, por outro lado, explicarmos ao mentor que estamos a planear lançar um negócio mas que gostaríamos de saber a sua opinião sobre a melhor forma de testarmos o mercado, uma vez que ele já lançou com sucesso vários projectos naquela área, ou então que estamos a terminar de escrever um livro e que gostaríamos de saber a sua opinião sobre a opção de o publicar na forma de ebook, já que ele escreveu livros nesse formato.

Este tipo de questões separa-nos logo de 95% das restantes solicitações que os mentores recebem.

Fazê-lo demonstra que o nosso contacto não é aleatório, pois estamos a falar de algo com que o mentor se identifica, e isso pode fazer toda a diferença na probabilidade de recebermos uma resposta!

Casos de Sucesso

Fui refinando a minha técnica de contacto com mentores ao longo dos últimos anos.

Obviamente que nem sempre tenho sucesso, mas já consegui obter algumas respostas que me ajudaram bastante em certas alturas da minha vida.

A própria “grandeza” da pessoa que tentamos contactar pode não significar maior ou menor probabilidade de resposta.

Ou seja, alguém que seja realmente uma referência em determinada área, verdadeiramente bem sucedida, famoso mesmo, pode até ser uma das pessoas que mais te ajuda!

Ainda recentemente contactei alguém bastante famoso na área do empreendedorismo, um autor Americano que está no meu TOP 5 de influenciadores, e acabei por trocar várias mensagens com ele!

Tive alguma sorte, pois por coincidência havia alguns assuntos em que eu podia facilmente ser-lhe útil e acabámos por nos entreajudar, algo que me deu imenso prazer.

Esta situação provou-me mais uma vez que todos temos algo que pode ser do interesse de alguém.

Acredita, pude ser útil a este mentor apenas pelo simples facto de ser português…

Por isso não receies pedir conselhos.

Se estás “encalhado” nalguma situação, procura junto de quem já ultrapassou essa fase com sucesso e pede-lhe ajuda.

Se em 10 contactos tiveres 1 resposta, então já valeu a pena!

E não temas “bater à porta” dos consagrados!

Respeita o seu tempo, escreve com humildade e não esperes resposta.

Isso não é ser pessimista!

Isso é colocares-te com o espírito certo para poderes ser ajudado, sem alterares a imagem que guardas dessa pessoa.

Tens histórias bem sucedidas com mentores? Algum conselho para os contactares da melhor forma?

Usa os comentários em baixo e partilha as tuas experiências.

Caminhos Para O Sucesso: Merch By Amazon – Outubro 2017

Ao contrário do que tinha planeado, já não escrevo sobre o Merch By Amazon há vários meses.

Tenho duas possíveis explicações, podes escolher a que achares verdadeira!

  • Ganhei tanto dinheiro com o Merch By Amazon que tenho passado os últimos meses a viajar pelo mundo e não tenho tido tempo para escrever sobre as vendas!
  • Não vendi nada e sinto-me frustrado com o negócio!

Bem, suponho que não tenhas tido muitas dúvidas na escolha da opção correcta…

Realmente o negócio parou.

Em Maio vendi 3 t-shirts (€ 15.07 de comissão), em Junho vendi 2 (€ 9.24) e em Julho vendi outras 2 (€ 5.13).

(Os valores variam porque vendo as t-shirts a preços diferentes).

Agosto e Setembro não fiz qualquer venda.

Estou de facto um pouco frustrado e desmotivado, pois dediquei-me bastante ao Merch By Amazon no verão.

Mas continuo a acreditar no potencial deste negócio, por isso não vou desistir.

A Minha Análise

Realmente não sei a razão das vendas terem simplesmente parado.

Dos novos desenhos que fui colocando à venda, apenas 1 vendeu.

Mesmo o meu best seller, que tenho desde o início e que representa mais de metade do meu total de vendas, apenas foi comprado mais 2 vezes.

Tenho lido nos grupos de Facebook comentários de vendedores queixando-se que a Amazon apresenta nos resultados das pesquisas os produtos que mais lhe interessa vender, apresentando ou omitindo os resultados que lhe sejam mais conveniente.

Acredito que isso seja verdade.

Não sei se isso acontece com os meus desenhos, mas a verdade é que há dias em que vendo 2 ou 3 t-shirts, e depois passo meses sem qualquer venda.

O contexto global também não pode ser ignorado.

Todos os ataques e furacões que ocorreram nos EUA nos últimos meses podem ter desviado a atenção dos compradores.

Mas no final de contas, a maior verdade é que em 2017 apenas ganhei € 33.94 com o Merch By Amazon, o que está muito abaixo do que tinha imaginado fazer.

Plano de Recuperação Merch By Amazon – Fase I

Se quero ter sucesso e tornar este negócio numa verdadeira fonte de rendimento passivo, então tenho que tomar medidas.

E se há altura em que se deve apostar forte no Merch By Amazon, essa altura é agora.

Porquê? Porque este mês entrámos no 4º trimestre de 2017.

Este é por tradição o período do ano com mais vendas, essencialmente devido ao Halloween e Natal.

Há um ano foi neste período que comecei a ter algumas vendas, espero que este ano isso se repita.

Nas últimas semanas fiz o upload de alguns desenhos antigos que não tiveram vendas na primeira vez que os coloquei online e que por isso foram removidos pela Amazon (por não terem qualquer venda nos primeiros 90 dias).

Utilizei novas keywords e espero ter algum sucesso com pelo menos alguns desses desenhos.

Nova Fonte de Desenhos: Designpickem.com

Descobri também um site que vende desenhos originais já com keywords e resolvi testar.

Comprei 6 desenhos e já fiz o upload.

Até hoje ainda não tive qualquer venda, mas ainda passaram poucos dias, por isso vou aguardar.

Os desenhos têm boa qualidade e vêm já com as keywords, o que significa que tiveram já um trabalho de pesquisa feito previamente, o que tem as suas vantagens.

Por outro lado, tenho que me sujeitar aos desenhos disponíveis, mas para alguém que não tem grandes meios para criar desenhos de qualidade, é algo que tenho que aceitar.

Se quiseres visitar o site e até comprar algum desenho, podes clicar aqui.

O designpickem.com oferece duas modalidades, basic e plus:

designpickem

Como podes ver, o plano plus tem um custo mensal de $ 9.99 (cerca de € 8.70), mas oferece vários descontos e desenhos gratuitos, por isso escolhi essa opção para fazer um teste durante 2 meses.

Caso obtenha algumas vendas com estes desenhos, continuarei a utilizar este serviço, caso contrário cancelo.

Para alguém que esteja a começar no Merch By Amazon ou que, como eu, esteja a ter dificuldades em vender, acho que é uma boa solução.

Dentro de 1 mês darei novamente a minha opinião sobre o designpickem.com.

Os links acima são de afiliado, o que significa que caso cliques neles e compres algum desenho eu receberei uma pequena comissão, sem qualquer custo acrescido para ti.

Se o fizeres, espero que fiques satisfeito e agradeço-te pela ajuda!

Nota Importante

Acredito mesmo que esta é uma boa solução para quem não tem muitas possibilidades de criar desenhos próprios.

Nunca faço nem farei recomendações de serviços ou recursos que não use ou que não acredite nos seus benefícios.

Mas como referi anteriormente, ainda estou a testar estes desenhos.

Se daqui a umas semanas concluir que afinal não tive qualquer vantagem então deixarei isso bem claro aqui.

Este primeiro passo resolveu o meu problema de falta de desenhos.

Consegui assim preencher os 25 slots que a Amazon me permite ter neste momento.

Sempre considerei que o Merch By Amazon é um jogo de números: mais t-shirts, mais vendas.

Mas será que preencher o máximo de slots disponíveis será garantia de sucesso?

Certamente que não. Mais desenhos aumentam a probabilidade de agradar a mais compradores, mas igualmente importante é garantir que esses compradores encontrem as minhas t-shirts.

Plano de Recuperação Merch By Amazon – Fase 2

Para tentar melhorar este aspecto, vou trabalhar melhor as descrições e keywords.

Tenho lido muitas opiniões de vendedores bem sucedidos e resolvi mudar a forma de colocar as descrições das t-shirts.

Até agora tentava incluir o máximo de keywords possíveis nas bullets e na descrição, sem cair no keyword stuffing (utilização exagerada de keywords, formando frases sem nexo, algo que viola as regras da Amazon).

As últimas opiniões que tenho visto defendem que nos devemos focar no título, usando aí as keywords mais relevantes para o desenho em questão, e que as bullets devem descrever realmente o nosso desenho.

 

Exemplo Prático: Como Fazia

Até agora, se eu tivesse, por exemplo, uma t-shirt com um gato preto, um coração vermelho e a frase «I Love Cats», as minhas bullets seriam algo como:

  • This funny t-shirt is the perfect gift or present for any cat lover
  • This great tee shirt is the best way to show your love for your favorite cat or cats, for Halloween or Christmas, buy this shirt!

Estas descrições não estão erradas, não infrigem as regras da Amazon e contêm algumas keywords relevantes (cat, lover, gift, presents).

Mas utilizei também palavras em nada relacionadas com o desenho, como «Halloween» ou «Christmas».

Fazia isto para aumentar as probabilidades da minha t-shirt surgir nas pesquisas relacionadas com estas duas festividades.

Ora, o problema é que mesmo que a minha t-shirt surgisse nas pesquisas de “Halloween cat t-shirt”, muito dificilmente alguém a compraria.

Quem procura t-shirts de Halloween não vai querer comprar uma t-shirt de um gato com um coração e a frase «I Love Cats».

Exemplo Prático: Como Faço

O que estou a testar agora é simplesmente descrever os desenhos.

No caso deste exemplo, ficaria algo deste género:

  • This cute t-shirt shows a lovely black cat with a big red heart, being perfect for any cat lover.
  • This t-shirt has the saying I Love Cats, and it’s the perfect present for those that love cats

Continuo a usar keywords importantes, mas focadas no meu desenho.

Se alguém pesquisar «lovely black cat», tenho boas hipóteses de a minha t-shirt surgir nos resultados, e se o desenho tiver qualidade, quem efectuou a pesquisa ficará muito provavelmente bastante interessado na minha t-shirt.

Esta forma de descrição está mais de acordo com as recomendações da Amazon, e não sei até que ponto esse factor não será importante para os resultados das pesquisas.

Não sei se vou ter mais ou menos sucesso com estas alterações, mas resolvi tentar.

Alterei todas as descrições dos desenhos que tinha online para este formato, saberei os resultados dentro de algumas semanas.

Notas Finais

Algo que me descansa um pouco é saber que muitos vendedores se queixam que este verão as suas vendas diminuírem.

Não fico feliz pelos males dos outros, mas isso significa que a ausência de vendas poderá não ser unicamente culpa minha, mas sim uma tendência dos últimos meses.

Acredito que tudo pode melhorar nos próximos tempos.

Estes últimos meses do ano serão então decisivos.

Tenho como objectivo um rendimento mensal “passivo” de € 100.00 para o primeiro trimestre de 2018.

O Merch By Amazon é essencial para atingir essa meta.

Espero ter motivos para um post sobre este tema já em Novembro, pois isso significaria que as vendas tinham voltado!

Importante

Estas alterações e medidas que tomei não são garantia de sucesso.

Se estás a ter bons resultados usando outras tácticas não as ponhas inteiramente de lado para testar coisas novas.

Espero que estejas a ter mais sucesso que eu, mas se tiveres alguma questão podes perguntar que darei o meu melhor para responder da melhor forma.

Se tiveres alguns conselhos também estou 100% receptivo!

Boa sorte e um óptimo 4º trimestre!

Quanto Custam Os Nossos Erros

Quanto Custam Os Nossos Erros Ou Quanto Devemos Pagar Para Os Cometer

Os erros pagam-se caro

Sempre ouvi isto, mas será que é sempre verdade?

A sabedoria popular sempre foi rica em conhecimento e bons conselhos.

Mas, sabiamente, também sempre se soube precaver para cada situação.

É por isso que há quase sempre um ditado que encaixe na perfeição em qualquer desfecho.

Errando é que se aprende

“Mais vale errar que não fazer”

“Os erros de uns são as lições de outros”

E certamente que haverá outros exemplos.

Como é também do senso comum, o caro e o barato são subjectivos.

A percepção de valor é diferente para cada um de nós.

Cada um valoriza as coisas e experiências de forma diferente.

É por isso que há erros que podem custar imenso dinheiro mas terem como resultado uma aprendizagem.

Aí tanto se poderem encarar como um prejuízo ou como um investimento.

Os Prejuízos

Consigo identificar vários momentos ao longo da minha vida em que os erros que cometi representaram prejuízos:

  • Multas de trânsito – uma vez fui levantar uma encomenda para a empresa onde trabalhava e meti-a na mala do carro (um comercial); 3 dias depois fui parado numa operação STOP e pediram-me para abrir a mala. Para minha surpresa, ainda lá estava a encomenda que me tinha esquecido de deixar na empresa, ao contrário da factura e guia de transporte que tinha deixado no escritório 3 dias antes… 250.00 euros de multa.
  • Simples perda de dinheiro em parte incerta – já devo ter perdido várias dezenas de euros ao longo da minha vida (embora por vezes tenha agradáveis surpresas quando visto calções ou casacos que não uso há meses!).
  • Distracções várias – ainda este mês paguei 27.05 euros por uma mensalidade do Linkedin Premium porque me esqueci de cancelar atempadamente o registo depois de ter subscrito o primeiro mês gratuito…
  • Compra de artigos que não valiam o que paguei ou deram mais problemas que proveitos – há 1 ano comprei duas mesas de exterior… eram maciças, pesavam uns bons 40 kg e tive que as ir recolher a um 3º andar… para tornar tudo mais memorável, não passavam na porta do meu prédio e tive que as desmontar na rua… pior compra de sempre!

Os Investimentos

Mas por vezes também cometo erros – e caros – mas que valem valiosas lições ou que, no mínimo, fazem-me seguir em frente evitando insistir por certos caminhos.

Certa vez paguei 51.00 euros por um serviço que, supostamente, me daria várias informações sobre um tema, o que se traduziria numa vantagem com a qual poderia lucrar.

Após usar esse serviço, comparei as “informações privilegiadas” com as minhas próprias observações, e deduzi que nada de significativo foi acrescentado.

Disto tirei duas conclusões:

Por um lado, as minhas próprias análises são relativamente bem fundamentadas (o que é bom).

Por outro, devo fazer sempre uma análise de custo/benefício antes de pagar por qualquer artigo ou serviço.

Resumindo, por 51.00 euros fiquei a saber que tenho bons conhecimentos sobre aquela área e aprendi uma boa lição para o fututo.

Um erro ainda bem mais caro que cometi foi ter pago para me tornar consultor de uma empresa!

A empresa era totalmente legítima e os serviços e produtos que vendem são de boa qualidade.

O problema é que o seu modelo de negócio – que é bem sucedido – baseia-se em Marketing Multi-Nível (MMN) e a angariação de novos consultores era fortemente incentivada.

Apesar de ter tido toda a informação atempadamente e de a empresa ser 100% clara quanto ao seu modelo, só após alguns meses é que realmente me apercebi que tal modelo não é para mim.

Esta evidência permitiu-me clarificar uma coisa:

Qualquer negócio de MMN é um mau negócio! (pelo menos para mim).

O Marketing Multi-Nível

Sei que há empresas que operam segundo este modelo que são completamente fidedignas.

Mas sei também que essas representam uma pequeníssima fatia do panorama geral.

Sei que há muita gente que ganha – e bem – a vida a trabalhar segundo estes modelos.

Mas sei também que a maioria esfola-se para não ter prejuízo…

A razão disso é que qualquer negócio MMN tem como actividade-base a angariação de novos consultores/vendedores/colaboradores.

E o MMN exige que o consultor/vendedor/colaborador aja agressivamente na angariação de novos elementos para a sua rede de forma a cumprir mínimos de vendas, o que os obriga a serem realmente CHATOS!

É muito difícil ser-se um “empresário” de um negócio de MMN sem ficar colado a uma imagem de “”chato”, “manipulador” ou pior, de alguém só com “conversa de vendedor” ou até “charlatão”.

As excepções que existem são isso mesmo, excepções.

O Que Ganhei Com Este Erro

Tenho a certeza que se tivesse seguido por este caminho iria deixar de ser convidado para jantares de amigos ou outras interacções sociais.

Iria-me tornar naquele tipo chato e inconveniente que está sempre a tentar convencer alguém de que…

“esta é uma fantástica oportunidade de criares o teu próprio negócio”

ou…

“este produto é mesmo muito bom, tens que experimentar” (e ignorar o facto de que o seu preço está 200% inflacionado).

Pois bem, graças a este meu erro e à forma como o cometi (mergulhando a fundo), sei que nunca mais vou experimentar qualquer negócio que funcione segundo o modelo de MMN, mesmo que acredite no produto.

Esta aprendizagem me custou umas centenas de euros (!).

Mas também ganhei alguma coisa…

Poupou-me imenso em tempo, dinheiro e amizades perdidas ao evitar que volte a cair no erro de querer ter uma rede de pessoas a trabalhar para mim, pelo menos desta forma.

homem-a-chorar
há erros que doem

Por outro lado, criei algumas relações que considero valiosas para a minha rede de conhecimentos.

Tenho a certeza que mais cedo ou mais tarde as irei saber aproveitar.

Moral da História

É óbvio que devemos evitar os erros.

É claro que qualquer prejuízo é negativo.

Mas o importante é aprendermos com todas as situações e sabermos encontrar o lado positivo das nossas más decisões.

Sairmos fortalecidos das experiências, mesmo que a um custo, pode trazer a longo prazo benefícios que compensem a perda inicial.

Como dizem os Americanos, “fail fast“.

Não chores sobre o leite derramado e aprende com os erros, isso vai certamente poupar-te muito dinheiro no futuro.

É assim que podemos transformar erros caros em investimentos proveitosos, saibamos aproveitá-los!

Quais foram os teu maiores erros e as maiores lições que aprendeste com eles?