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Mentores: Como Encontrar e Como Alcançar

Soube desde bastante cedo que um mentor é um poderoso aliado para alcançar o sucesso nas nossas vidas.

Um mentor pode guiar-te pelos melhores caminhos.

Um mentor pode alertar-te para erros a evitar.

Um mentor pode apresentar-te a pessoas importantes para os teus objectivos.

Um mentor pode responder a inúmeras questões que te vão surgindo ao longo do teu percurso.

Resumindo, um mentor reduz a tua curva de aprendizagem duma forma exponencial.

Felizmente nunca tive grandes problemas de humildade e sempre achei que podia chegar mais longe e mais rápido com a ajuda de outros.

Infelizmente nem sempre soube definir correctamente o que é um mentor!

Pensava que ter um mentor significava cair nas boas graças de alguém poderoso.

Passar dias inteiros a trabalhar com ele, a aprender constantemente, a ser verdadeiramente um aluno de um mestre.

Só mais recentemente é que vi que esta minha visão estava errada.

O que é Afinal um Mentor?

Hoje em dia considero que um mentor é simplesmente alguém com mais conhecimentos que eu sobre determinado assunto e que de alguma forma me passa esses conhecimentos.

Hoje sei que para beber da experiência de um mentor não necessito de passar meses ou anos com ele.

Não preciso de me encontrar com ele, de o conhecer pessoalmente, não preciso sequer de falar com ele.

Um mentor pode muito bem ser um livro.

Pode também ser alguém que divulgue os seus conteúdos online.

Hoje em dia tenho mentores que o são simplesmente por me terem respondido a um e-mail.

E é tão simples quanto isso!

Tenho uma dúvida, procuro quem me possa ajudar com essa dúvida e tento contactá-lo na espectativa de que me possa responder.

Apesar de simples, tento seguir algumas regras para ser bem sucedido nas minhas solicitações.

Como Contactar um Potencial Mentor

Como já referi, para mim um mentor é alguém que sabe mais que eu em determinado tema.

Isto significa que na hierarquia de sabedoria desse tema, ele tem uma patente mais elevada que a minha.

É por isso que tenho que ter consciência que existe uma grande probabilidade de o potencial mentor ter uma vida bem mais atarefada que a minha, surgindo daí a minha primeira recomendação:

  • 1 – Não contes com uma resposta!

Os nossos potenciais mentores são-no provavelmente por terem alcançado sucesso em determinada área, e o sucesso obtém-se geralmente trabalhando mais melhor que a generalidade das pessoas, por isso é normal que não tenham disponibilidade para nos ajudar ou até responder.

No seguimento disso vem a segunda recomendação:

  • 2 – Não vejas essa rejeição ou ausência de resposta como uma amostra de carácter

É fácil deixarmo-nos levar pelos sentimentos e pensarmos mal de alguém que não se mostra disponível para nos ajudar, mas temos que perceber que por detrás dessa recusa pode estar um bom motivo.

Estas duas recomendações são importantes para teres o mindset certo para este tipo de situações, encarando qualquer resposta como um bónus e não como algo expectável.

  • 3 – Respeita o seu tempo

Eu percebo, é natural sentirmo-nos excitados por estarmos a falar ou a escrever uma mensagem a alguém que admiramos.

Não queremos desperdiçar essa oportunidade para lhes transmitir tudo o que ele ou ela representa para nós e agradecer por tudo o que já nos ensinaram e o quanto já evoluímos graças a eles e o quanto isto e como aquilo, blá blá blá… e de repente já escrevemos mais de 500 palavras e ainda nem sequer tocamos no assunto que queremos realmente falar!

Obviamente que podemos – e devemos – mostrar o nosso apreço pelo mentor, mas a melhor forma de o fazer é respeitando o seu tempo.

Uma breve introdução onde nos apresentamos e explicamos o porquê de a considerarmos um mentor é suficiente para diferenciar a nossa mensagem.

De seguida devemos explicar a nossa dúvida ou problema e perguntar se ele tem algum conselho que nos possa dar.

Como Conseguir a Atenção e Interesse de um Mentor

Quanto mais assertiva e prática for a nossa questão, melhor.

Que queres dizer com isso?

Por exemplo, não será boa ideia perguntar:

Que negócio devo criar para ganhar 1000 euros adicionais por mês?

Ou então…

Como é que faço para escrever um bestseller??”.

Este género de perguntas, para além de idiotas, são extremamente vagas para que alguém com alguma autoridade no assunto perca o seu tempo a responder, até porque revela desde logo que quem a faz não investiu muito tempo a ponderar sobre o assunto.

Se, por outro lado, explicarmos ao mentor que estamos a planear lançar um negócio mas que gostaríamos de saber a sua opinião sobre a melhor forma de testarmos o mercado, uma vez que ele já lançou com sucesso vários projectos naquela área, ou então que estamos a terminar de escrever um livro e que gostaríamos de saber a sua opinião sobre a opção de o publicar na forma de ebook, já que ele escreveu livros nesse formato.

Este tipo de questões separa-nos logo de 95% das restantes solicitações que os mentores recebem.

Fazê-lo demonstra que o nosso contacto não é aleatório, pois estamos a falar de algo com que o mentor se identifica, e isso pode fazer toda a diferença na probabilidade de recebermos uma resposta!

Casos de Sucesso

Fui refinando a minha técnica de contacto com mentores ao longo dos últimos anos.

Obviamente que nem sempre tenho sucesso, mas já consegui obter algumas respostas que me ajudaram bastante em certas alturas da minha vida.

A própria “grandeza” da pessoa que tentamos contactar pode não significar maior ou menor probabilidade de resposta.

Ou seja, alguém que seja realmente uma referência em determinada área, verdadeiramente bem sucedida, famoso mesmo, pode até ser uma das pessoas que mais te ajuda!

Ainda recentemente contactei alguém bastante famoso na área do empreendedorismo, um autor Americano que está no meu TOP 5 de influenciadores, e acabei por trocar várias mensagens com ele!

Tive alguma sorte, pois por coincidência havia alguns assuntos em que eu podia facilmente ser-lhe útil e acabámos por nos entreajudar, algo que me deu imenso prazer.

Esta situação provou-me mais uma vez que todos temos algo que pode ser do interesse de alguém.

Acredita, pude ser útil a este mentor apenas pelo simples facto de ser português…

Por isso não receies pedir conselhos.

Se estás “encalhado” nalguma situação, procura junto de quem já ultrapassou essa fase com sucesso e pede-lhe ajuda.

Se em 10 contactos tiveres 1 resposta, então já valeu a pena!

E não temas “bater à porta” dos consagrados!

Respeita o seu tempo, escreve com humildade e não esperes resposta.

Isso não é ser pessimista!

Isso é colocares-te com o espírito certo para poderes ser ajudado, sem alterares a imagem que guardas dessa pessoa.

Tens histórias bem sucedidas com mentores? Algum conselho para os contactares da melhor forma?

Usa os comentários em baixo e partilha as tuas experiências.

Abraçar o NÃO: Como Estas 3 Letras Te Podem Levar ao Sucesso

Dizer Não Deve Ser Uma Prioridade!

Há uns dias fui a um café para tomar pequeno-almoço e fiz algo estúpido…

Mas tomar pequeno-almoço no café não é já algo estúpido?

Boa pergunta! Mas não, não é estúpido.

Embora a poupança passe muito por cortar em gastos supérfluos, devemos sempre permitir-nos alguns pequenos prazeres, a sabedoria está em escolhê-los.

Para além disso, neste blog raramente verão conselhos do tipo «poupar 1.35 euros em cafés por dia, não sabes o bem que te fazia».

Não. Poupar é importante, mas no RicoPobre o foco está nos ganhos e em como aumentá-los.

Mas voltando à minha história, este é um café perfeitamente normal e eu só lá vou por duas razões:

  • Fica a caminho do meu local de trabalho – sim, eu ainda tenho um emprego das 9h00 às 17h30 (não deixem o vosso emprego até terem rendimentos estáveis que cubram as vossas despesas básicas);
  • Tem diversos jornais que os clientes podem ler gratuitamente.

Nesse dia, o café estava cheio e todos os jornais estavam ocupados.

Mal me apercebi disso deixei de ter qualquer interesse em estar ali, pois podia tomar o pequeno-almoço no escritório por metade do preço.

E então, que fiz eu? a única coisa que podia fazer: fingi receber uma chamada no telemóvel, duh!

“Estou?” – Estava a falar baixinho, mas ainda assim, aquilo estava realmente a acontecer…

(Silêncio, a fingir que estava a escutar alguém do lado de lá da linha)

“Estou no café, acabei de chegar e vou tomar o pequeno-almoço…”

(Silêncio mais prolongado…)

“O quê, agora??”

(Silêncio…)

“Ok… estou aí daqui a 10 minutos, ligo-te quando chegar e tu desces…”

E depois fiz uma cara de aborrecido e saí do café…

Assim que entrei no carro senti-me envergonhado…

“Mas porquê que fizeste isso??”

E esta nem sequer foi a primeira vez que fiz algo do género, e aposto que tu também já passaste por algo assim!

Hmm, não… não passei, isso é coisa de puto.

Vá, conheço pelo menos 3 pessoas que já fizeram isto, vou usar esta amostra e extrapolar para efeitos de exemplo!

Porquê que é tão difícil dizermos NÃO a algo?

Porquê que eu simplesmente não deixei o café assim que me apercebi que as condições não eram as desejáveis?

Se, por algum absurdo, a empregada do café me bloqueasse a saída e exigisse uma explicação, porquê que eu não poderia dizer que sem jornais livres para ler, eu não tinha qualquer interesse em gastar o meu dinheiro lá?

Isto deixou-me a pensar:

O que mudaria na minha vida se eu perdesse a inibição de dizer NÃO a todas as coisas e pessoas que não acrescentam valor para mim em determinado momento?

O quê que eu perderia e, sobretudo, o quê que eu ganharia?

Dar e Receber

Há um óptimo livro chamado “Dar e Receber” onde o autor Adam Grant nos apresenta 3 tipos de personalidades com que nos deparamos nas nossas interacções sociais e profissionais.

Os que dão (Doadores), os que retribuem (Compensadores) e os que tiram (Tomadores).

Se quiserem comprar o livro podem fazê-lo na FNAC ou encomendar na Amazon.com.

Recorrendo aos conceitos de Grant, eu sempre fui um perfeito Doador.

Eu gosto de ajudar os outros, fazê-los felizes, tornar as suas vidas mais fáceis.

Claro que por vezes sou usado, abusado e explorado pelos Tomadores, mas de acordo com a pesquisa de Grant, os Doadores tendem a ser mais bem sucedidos nos negócios e na vida em geral, por isso é algo que até poderá funcionar a meu favor.

Mas o problema é que, como Doador, eu gosto de fazer as pessoas felizes, e ao abandonar o café sem consumir estou a deixar a empregada infeliz!

Isto é o que a minha mente de Doador me faz acreditar.

Dani, sabes que a empregada não está nem aí para o que fazes…

Eu sei, é claro que a empregada não quer nem saber se eu fico ou saio, provavelmente nem deu pela minha presença lá!

Mas se a minha mente me faz agir como um desequilibrado numa situação insignificante como esta, o que fará quando se trata de assuntos bem mais importantes?

Como é que isto afecta as minhas decisões de negócios? E as minhas relações pessoais?

O que podemos fazer para melhorar?

Aprender a dizer não – e a sentirmo-nos seguros e confortáveis com isso – é algo que devemos encarar como normal e até como prioritário.

O nosso sucesso pode depender disso!

Cada vez que dizemos NÃO a uma oportunidade errada, estamos a libertar espaço para que as certas possam surgir, e isso pode fazer toda a diferença.

Isto também é válido nos negócios e nas relações pessoais.

Dizer constantemente que sim a todas as oportunidades e solicitações resultará inevitavelmente na falta de tempo e disponibilidade mental para abraçar algumas oportunidades verdadeiramente importantes, e isso poderá ser um erro fatal.

E então o quê que posso fazer quanto a isso?

Dizer NÃO deve ser uma prática diária no nosso dia-a-dia.

Só assim conseguiremos filtrar as oportunidades e colocar-mo-nos em posição de dizer sim às oportunidades certas.

Livros suspensos por fios
Por vezes temos que deixar cair um livro errado para lermos um certo

Eu tento levar a vida apontando ao progresso e não à perfeição, é dessa forma que pretendo melhorar esta faceta:

Um NÃO de cada vez, aprendendo a reconhecer as oportunidades erradas e a aceitar rejeitá-las.

Tenho dito não a encontros sociais que não tenho vontade de ir.

Tenho dito não a programas de lazer que me distraíam dos meus projectos.

Tenho dito não a propostas de negócios que não me entusiasmam.

Todos estes “Nãos” poupam-me tempo e energia, e permitem-me focar nas coisas que gosto.

Então e tu?

Consomes tempo e espaço na tua vida com as oportunidades erradas?

Dizes NÃO vezes suficientes para deixares espaço para o “SIM” certo?

Diz-me o que achas sobre este assunto!